ELASTOGRAFIA

Tecnologia avançada na avaliação dos tecidos

A Elastografia é um método de diagnóstico por imagem que complementa a ultrassonografia convencional, permitindo avaliar uma importante característica dos tecidos: a sua elasticidade ou rigidez.

Diversas doenças podem modificar a consistência dos tecidos. A elastografia utiliza essa propriedade para fornecer informações adicionais sobre a região examinada, auxiliando o médico na caracterização de alterações identificadas pela ultrassonografia.

O exame é realizado por meio de equipamentos de ultrassonografia dotados de tecnologia específica, capaz de analisar a resposta do tecido e demonstrar, por imagens, escalas ou valores quantitativos, diferenças relacionadas à sua elasticidade.

É um método não invasivo, seguro e que não utiliza radiação ionizante, podendo ser associado ao exame ultrassonográfico convencional durante a mesma avaliação.

No Instituto de Medicina Nuclear (IMN), contamos com equipamentos modernos e profissionais capacitados para a realização da elastografia, proporcionando informações adicionais que podem contribuir para maior precisão na investigação diagnóstica.

Siga as orientações do seu médico e conte com a experiência do IMN para realizar sua Elastografia.


PARA QUE SERVE A ELASTOGRAFIA?

A elastografia permite avaliar a rigidez dos tecidos, informação que pode auxiliar na investigação e acompanhamento de diferentes condições clínicas.

Entre suas principais aplicações estão:

  • avaliação da rigidez do fígado, especialmente na investigação e acompanhamento da fibrose hepática;
  • complementação da avaliação ultrassonográfica de nódulos da tireoide;
  • avaliação complementar de nódulos e outras alterações mamárias;
  • estudo de algumas alterações de músculos, tendões e outras estruturas superficiais;
  • outras aplicações definidas pelo médico de acordo com a condição clínica e os recursos disponíveis no equipamento.

A indicação e a interpretação da elastografia dependem do órgão estudado, da técnica empregada e do contexto clínico do paciente.


ELASTOGRAFIA HEPÁTICA

Avaliação não invasiva da rigidez do fígado

Uma das principais aplicações da elastografia é a avaliação do fígado.

Doenças hepáticas crônicas podem provocar inflamação e, ao longo do tempo, formação progressiva de fibrose. A elastografia permite estimar a rigidez do tecido hepático de maneira não invasiva, fornecendo informações que podem auxiliar na avaliação do grau de fibrose.

Pode ser utilizada no acompanhamento de pacientes com diferentes condições hepáticas, conforme indicação médica.

Entre suas vantagens estão:

  • método não invasivo;
  • ausência de radiação ionizante;
  • realização relativamente rápida;
  • possibilidade de obtenção de medidas quantitativas da rigidez hepática, dependendo da técnica utilizada;
  • possibilidade de acompanhamento evolutivo quando clinicamente indicado.

A elastografia hepática pode, em determinadas situações, contribuir para reduzir a necessidade de procedimentos invasivos. Entretanto, não substitui automaticamente a biópsia do fígado, cuja indicação deve ser definida pelo médico responsável.


ELASTOGRAFIA DA TIREOIDE

A elastografia pode complementar a ultrassonografia na avaliação de nódulos tireoidianos, fornecendo informações sobre sua rigidez.

Algumas lesões podem apresentar características diferentes do tecido normal ou de outras alterações benignas. Entretanto, a rigidez isoladamente não determina se um nódulo é benigno ou maligno.

Os resultados devem ser analisados em conjunto com:

  • características do nódulo na ultrassonografia;
  • classificação ultrassonográfica de risco;
  • história clínica;
  • exames laboratoriais;
  • resultados de exames anteriores;
  • e, quando indicada, Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF).

Assim, a elastografia funciona como uma ferramenta complementar na avaliação dos nódulos da tireoide.


ELASTOGRAFIA MAMÁRIA

Na avaliação das mamas, a elastografia pode ser utilizada como complemento à ultrassonografia mamária, acrescentando informações relacionadas à rigidez de nódulos e outras alterações.

Essas informações podem contribuir para a caracterização das lesões quando analisadas em conjunto com os achados da ultrassonografia convencional, mamografia e, quando indicada, ressonância magnética.

É importante destacar que a elastografia não substitui a mamografia, a ultrassonografia convencional ou a biópsia quando esta estiver indicada.

A decisão sobre a necessidade de investigação complementar deve considerar o conjunto dos achados clínicos e de imagem.


COMO É REALIZADO O EXAME?

A realização da elastografia é semelhante à de uma ultrassonografia convencional.

O paciente é posicionado de acordo com a região que será examinada. O médico aplica gel sobre a pele e utiliza um transdutor de ultrassonografia para avaliar o órgão ou tecido.

O equipamento realiza a análise da elasticidade ou rigidez da região estudada e apresenta essas informações por meio de imagens e/ou valores quantitativos, dependendo da técnica utilizada.

O procedimento é, em geral:

  • não invasivo;
  • indolor;
  • realizado sem agulhas;
  • livre de radiação ionizante;
  • de rápida execução.

Para obtenção de resultados confiáveis, é importante que o paciente permaneça tranquilo e siga as orientações fornecidas pelo profissional durante o exame.


RECOMENDAÇÕES GERAIS

Para facilitar seu atendimento:

  • Agende previamente a data e o horário do exame.
  • Procure chegar 30 minutos antes do horário marcado.
  • Traga o pedido médico.
  • Em caso de atendimento por convênio, verifique previamente a cobertura do exame e eventuais autorizações necessárias.
  • Traga exames anteriores relacionados à região que será avaliada.
  • Informe à equipe sobre cirurgias, tratamentos ou outras condições relevantes relacionadas ao órgão estudado.
  • Utilize roupas confortáveis que facilitem o acesso à região examinada.

PREPARO PARA ELASTOGRAFIA HEPÁTICA

A avaliação da rigidez do fígado pode ser influenciada por algumas condições, inclusive pela alimentação recente.

Por isso, para a Elastografia Hepática, poderá ser solicitado um período de jejum antes do exame.

Recomendações:

  • Siga o período de jejum informado no momento do agendamento.
  • Durante o jejum, siga as orientações recebidas quanto à ingestão de água.
  • Não suspenda medicamentos de uso habitual sem orientação médica.
  • Informe os medicamentos em uso.
  • Traga exames laboratoriais relacionados ao fígado, quando disponíveis.
  • Traga ultrassonografias, tomografias, ressonâncias ou elastografias anteriores para comparação.

O preparo específico pode variar conforme a técnica utilizada e as condições clínicas do paciente.


ELASTOGRAFIA DE TIREOIDE E MAMAS

Na maioria das avaliações elastográficas da tireoide e das mamas, não é necessário jejum ou outro preparo específico.

Recomendações:

Tireoide

  • Trazer ultrassonografias anteriores.
  • Trazer resultados de PAAF ou outros exames relacionados, quando disponíveis.

Mamas

  • Trazer mamografias e ultrassonografias anteriores.
  • Trazer ressonância magnética, resultados de biópsias e outros exames relacionados, quando disponíveis.

A comparação com estudos anteriores pode ser muito importante para uma avaliação adequada.


O RESULTADO DA ELASTOGRAFIA

A elastografia fornece informações adicionais sobre as propriedades mecânicas dos tecidos, mas seu resultado não deve ser interpretado isoladamente.

A análise deve considerar:

  • o órgão ou estrutura examinada;
  • a técnica utilizada;
  • os achados da ultrassonografia convencional;
  • os dados clínicos e laboratoriais;
  • exames anteriores;
  • e outros métodos diagnósticos, quando necessários.

Na elastografia hepática, por exemplo, fatores além da fibrose podem influenciar a rigidez do fígado. Por isso, os valores encontrados devem ser interpretados pelo médico dentro do contexto clínico de cada paciente.

Da mesma forma, na avaliação de nódulos da tireoide ou das mamas, a maior ou menor rigidez constitui apenas uma das características da lesão e não substitui a avaliação completa nem a realização de PAAF ou biópsia quando indicadas.


IMPORTANTE

A Elastografia é um método complementar de diagnóstico e deve ser interpretada em conjunto com a história clínica, exames laboratoriais e demais métodos de imagem.

Os preparos podem variar de acordo com o órgão estudado, a técnica utilizada, a indicação médica e as condições clínicas do paciente.

As orientações específicas fornecidas pela equipe do IMN durante o agendamento devem ser seguidas quando forem diferentes das recomendações gerais desta página.

Em caso de dúvida, entre em contato com nossa equipe antes da realização do exame.

Instituto de Medicina Nuclear – IMN

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