A História do Instituto de Medicina Nuclear – IMN

Uma história que se confunde com o desenvolvimento da medicina regional.

A história de uma empresa transcende números, instalações e conquistas comerciais. Ela representa sonhos, desafios, trabalho incansável e, sobretudo, o desejo de contribuir para uma sociedade melhor.

Para quem a idealiza, fundar uma empresa é semelhante a trazer um filho ao mundo. É acompanhá-lo em cada etapa do crescimento, superar dificuldades, celebrar conquistas e esperar que sua existência gere benefícios duradouros para a comunidade, criando oportunidades, oferecendo serviços de excelência e promovendo desenvolvimento humano e social.

É exatamente essa a história do Instituto de Medicina Nuclear – IMN.


O início de uma missão

O IMN iniciou suas atividades em Macaé no ano de 1980, período em que o município possuía aproximadamente 65 mil habitantes e começava a vivenciar profundas transformações impulsionadas pela expansão da indústria petrolífera liderada pela Petrobras.

Embora a economia despontasse para um novo ciclo de crescimento, a infraestrutura urbana ainda era limitada, especialmente na área da saúde.

Naquele período, era comum presenciar moradores de Macaé percorrendo centenas de quilômetros em busca de exames especializados e tratamentos que simplesmente não existiam na cidade. Campos dos Goytacazes, Itaperuna, Niterói e Rio de Janeiro eram destinos frequentes para pacientes que necessitavam de recursos diagnósticos e terapêuticos mais complexos.

Essa realidade despertava um sentimento de preocupação e, ao mesmo tempo, reforçava a necessidade de transformar aquele cenário.


A saúde em Macaé no início dos anos 1980

A estrutura hospitalar era bastante modesta.

O município contava basicamente com duas instituições destinadas à internação clínica e cirúrgica:

  • Hospital São João Batista, de caráter filantrópico;
  • Clínica São Lucas, da iniciativa privada.

Complementavam essa rede a Clínica Menino Jesus, voltada a internação infantil, e a Casa Transitória, destinada à internação psiquiátrica.

Na área laboratorial, apenas três laboratórios realizavam exames básicos:

  • Laboratório Dr. Jair Picanço;
  • Laboratório Dr. Alcyr Alves;
  • Análises Clínicas de Macaé.

Os exames de imagem restringiam-se praticamente à radiologia convencional, realizada pela Clínica Radiológica do Dr. Antônio de Pádua Mendonça e pelos equipamentos de Raios X existentes nos hospitais.

Tecnologias que hoje fazem parte da rotina médica — como ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética e diversos exames especializados — ainda demorariam alguns anos para chegar à região.


A rede pública de assistência

No setor público, o atendimento concentrava-se no Pronto Atendimento (PA) e no Posto de Urgência (PU) do INAMPS.

O Governo do Estado mantinha o Centro de Saúde Dr. Jorge Caldas, responsável pelas ações de vigilância epidemiológica, campanhas de vacinação e programas voltados ao controle de doenças como a tuberculose.

Também merece destaque a importante atuação social desenvolvida pelo SASE, na Barra de Macaé; pela Associação Pestalozzi, no Parque Aeroporto; pelo Asilo da Irmandade São João Batista, na Imbetiba; além dos médicos credenciados ao INAMPS que atendiam em seus consultórios particulares.


A organização da medicina local

A administração municipal era conduzida pelo prefeito Dr. Carlos Emir Mussi, respeitado médico cardiologista, enquanto a Câmara Municipal era presidida pelo vereador Eduardo Zarour Pinheiro.

A classe médica era representada pela Associação Médica de Macaé, presidida pelo Dr. Luiz Mendonça Gama, que funcionava em uma pequena sala localizada em frente à Casa de Caridade.

Quando reuniões científicas, palestras ou encontros técnicos exigiam maior espaço, o auditório do Laboratório Dr. Jair Picanço era gentilmente cedido à classe médica, demonstrando o espírito colaborativo existente entre os profissionais da época.

Era nesse contexto que, em 1980, o Instituto de Medicina Nuclear chegava a Macaé.


Um projeto pioneiro

Desde o início, havia plena consciência dos desafios.

O IMN introduzia tecnologias inéditas na região, propondo uma nova modalidade de medicina diagnóstica, baseada na realização de cintilografias e dosagens hormonais por radioimunoensaio.

Naquele momento, sequer existia atendimento na especialidade de Endocrinologia em Macaé — uma das áreas que o Instituto passou imediatamente a oferecer à população, com os profissionais Dra. Rosangela Manhaes e Dr. Sergio Pina.

Então, o projeto originado do tradicional Grupo Instituto de Medicina Nuclear e Endocrinologia (IMNE), de Campos dos Goytacazes, o IMN iniciou suas atividades realizando:

  • Medicina Nuclear (Cintilografia);
  • Dosagens hormonais por Radioimunoensaio (RIE);
  • Atendimento ambulatorial em Endocrinologia.

Apenas um ano após sua inauguração, a instituição foi credenciada para atendimento pelo INAMPS, vínculo que posteriormente se consolidou com o Sistema Único de Saúde (SUS).

Desde então, o IMN orgulha-se de integrar um seleto grupo de instituições privadas que prestam serviços ininterruptamente ao SUS há mais de quatro décadas.

Essa longa trajetória representa muito mais do que continuidade administrativa: ela traduz compromisso social, responsabilidade cidadã e uma extraordinária experiência científica construída ao lado da saúde pública brasileira.


Crescimento acompanhando a cidade

À medida que Macaé crescia, novas necessidades surgiam.

Atento a essa evolução, o IMN ampliou suas atividades implantando um laboratório de análises clínicas.

Além dos exames convencionais, passou a disponibilizar testes laboratoriais especializados inexistentes na cidade, graças a parcerias estabelecidas com grandes centros diagnósticos do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Pela primeira vez, muitos pacientes puderam realizar exames de alta complexidade laboratoriais sem deixar Macaé. As amostras eram coletadas localmente, processadas segundo critérios técnicos e encaminhadas aos laboratórios de referência, permitindo que resultados especializados chegassem aos pacientes com qualidade e segurança.

Essa iniciativa representou um enorme avanço para a população, reduzindo deslocamentos, custos e sofrimento em momentos delicados.


Espírito pioneiro

O pioneirismo tornou-se uma característica permanente da história do IMN.

Antes mesmo da emancipação política de Rio das Ostras, ocorrida em 1992, o Instituto implantou na cidade um moderno Centro de Diagnósticos equipado com:

  • Laboratório de análises clínicas;
  • Raios X;
  • Ultrassonografia;
  • Densitometria Óssea;
  • Tomografia Computadorizada.

Na época, Rio das Ostras era assistida, apenas, por um pequeno laboratório de análises clínicas.

A chegada dessas tecnologias contribuiu decisivamente para elevar o padrão da assistência médica local, tornando o município mais atrativo para novos investimentos em saúde e para a fixação de profissionais especializados.

Diversos métodos diagnósticos hoje amplamente difundidos foram introduzidos ou desenvolvidos pelo IMN ao longo dessa trajetória.

Entre eles destacam-se a Medicina Nuclear, a Densitometria Óssea, técnicas laboratoriais avançadas e, mais recentemente, a Elastografia e Biópisias Aspirativas, como recursos da ultrassonografia moderna.

Também merece destaque o trabalho pioneiro desenvolvido na implantação de marcadores biológicos aplicados à Saúde Ocupacional para empresas como a Petrobras e outras.

Na época em que o IMN se lançou a disponibilizar esses marcadores , essas metodologias eram dominadas por poucas instituições, sobretudo acadêmicas de excelência, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), exigindo elevado comprometimento técnico para a sua efetivação.


Uma trajetória construída com propósito

Ao longo de mais de quatro décadas, o Instituto de Medicina Nuclear acompanhou a extraordinária evolução da medicina, incorporando novas tecnologias, ampliando sua estrutura e investindo continuamente na qualificação de seus profissionais.

Se, no passado, era comum ver moradores de Macaé deixando sua cidade em busca de atendimento especializado, hoje a realidade é, até, oposta.

Pacientes provenientes de Campos dos Goytacazes, Quissamã, Carapebus, Conceição de Macabu, Casimiro de Abreu, Rio das Ostras, Barra de São João, Iguaba Grande e outros municípios procuram o IMN para realização de exames, muitos deles pelo próprio Sistema Único de Saúde.

Essa transformação representa uma das maiores satisfações de nossa história: contribuir para o fortalecimento da saúde pública regional e ajudar milhares de pessoas a receber atendimento de qualidade próximo de suas famílias.


Orgulho de fazer parte dessa transformação

Atualmente, Macaé, Rio das Ostras e toda a região contam com uma rede de saúde moderna, composta por excelentes hospitais, laboratórios, clínicas e centros de diagnóstico, capazes de oferecer atendimento comparável aos melhores serviços das grandes cidades brasileiras.

Ter participado dessa transformação desde o início constitui motivo de profundo orgulho para todos que fazem parte do Instituto de Medicina Nuclear.

Mais do que acompanhar a evolução da medicina, o IMN ajudou a construí-la em nossa região.

Essa história continua sendo escrita diariamente, sustentada pelos mesmos valores que inspiraram sua fundação: compromisso com a ciência, respeito às pessoas, inovação permanente e dedicação à melhoria da qualidade de vida da população.

Após mais de quatro décadas, permanece inalterado o propósito que deu origem ao Instituto: cuidar das pessoas, promovendo saúde com excelência, responsabilidade e compromisso social.

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